Serie De Ficção Cientifica Brasileira: A nossa vida é repleta de magia quando entendemos, e unimos a nossa sincronicidade com o todo. “A Harpa Sagrada” inicia-se numa serie de revelações onde o homem tem sua essência cravada no sagrado, e o olhar no cosmos aspirando sua perfeição.

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Ebola: vírus colocará em cheque nossa civilização


vírus-mortalVírus ebola surge como o presságio de uma crise do modelo de “civilização”:  
A julgar por tudo que até aqui já ocorreu, a civilização ocidental está perante um novo desafio. 
Com a Espanha já com seu primeiro caso de contágio, uma enfermeira de 40 anos, a Europa vai enfrentar, até finais de outubro, com uma probabilidade de 75%, que o vírus ebola irá atingir a França e com a probabilidade de 50% – o Reino Unido. Segundo as estimativas mais recentes da OMS, o surto da febre ebola na África Ocidental já matou mais de 3,4 mil pessoas. 
Edição e imagens:  Thoth3126@gmail.com
Dia 06 de outubro, 2014
O anúncio foi feito por especialistas da Universidade do Nordeste de Boston (EUA), que, sob a direção do professor catedrático Alex Vespignani tentaram modelar a propagação do vírus na África Ocidental e a sua eventual expansão para fora do continente africano.
Muitos peritos têm qualificado a hipótese como pessimista demais. Todavia, acabaram por reconhecer que a epidemia se vai alastrando em flecha, fazendo aumentar o número de vítimas.
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O mortal vírus Ebola: A primeira vez que o vírus Ebola surgiu foi em 1976, em surtos simultâneos em Nzara, no Sudão, e em Yambuku, na República Democrática do Congo, em uma região situada próximo do Rio Ebola, que dá nome à doença. Há cinco espécies do vírus Ebola: Bundibugyo, Costa do Marfim, Reston, Sudão e Zaire, nomes dados a partir dos seus locais de origem. Quatro dessas cinco cepas causaram a doença em humanos. Mesmo que o vírus Reston possa infectar humanos, nenhuma enfermidade ou morte foi relatada.
Uma enfermeira espanhola que contraiu ebola foi contagiada mesmo usando uma roupa protetora. A mulher de 40 anos era uma das 30 pessoas que atendiam, no hospital Carlos III, em Madri, dois padres que haviam ficado doentes enquanto estavam no leste da África.
Esta enfermeira tornou-se o primeiro caso de contágio a ser registrado na Europae fora da região do continente africano. Agora, está em curso uma investigação no hospital sobre o caso, depois de a comissão europeia ter pedido explicações de como ela poderia ter sido infectada.
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A enfermeira Teresa Romero Ramos e seu cão que foi sacrificado ontem, sob protestos dos espanhóis.
A enfermeira ajudava a tratar o padre Manuel Garcia Viejo, de 69 anos, e o padre Miguel Pajares, de 75 anos. Viejo morreu em 25 de setembro depois de ser contaminado em Serra Leoa. Pajares pegou o vírus ebola na Libéria e também não resistiu, morrendo em agosto.
No primeiro caso confirmado de contágio no continente europeu, a enfermeira vem sendo tratada com um soro contendo anticorpos de outros pacientes com ebola. Sua situação é estável.
Outras três pessoas foram postas em quarentena, entre elas o marido da enfermeira, uma segunda enfermeira que se envolveu nos cuidados dos padres e um homem que chegou recentemente em voo vindo da Nigéria.
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Primeiro caso confirmado de contágio no continente europeu, o de uma enfermeira espanhola, sendo removida para um hospital.
Os médicos também estão monitorando 22 pessoas com as quais a enfermeira entrou em contato e 30 pessoas que trabalham no mesmo hospital onde os padres foram atendidos. 
O porta-voz da Comissão Europeia, Frederic Vincent, disse em uma carta enviada ao ministro da Saúde espanhol que “é preciso esclarecer” como houve o contágio, apesar de todas as medidas de precaução tomadas. “Há, obviamente, um problema em algum lugar”, ele afirmou.
Segundo as estimativas mais recentes da OMS, o surto da febre ebola na África Ocidental já matou mais de 3,4 mil pessoas. Na semana passada, foi internado o primeiro cidadão dos EUA contaminado com o vírus ebola e ontem ele veio a morrer. Aqui, aliás, a realidade vem correspondendo às previsões.
Conforme as avaliações prévias, o risco de propagação do vírus para os EUA constituíra, em finais de outubro, 70%. O primeiro caso de contaminação foi registrado na Europa, como já dito, na Espanha. Mas o maior risco vai ocorrendo com a França, já que a epidemia tem afetado os países francófonos, ou seja, as antigas colônias francesas na África.
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Depois que enfermeira foi contaminada em hospital de Madri, profissionais de sáude da Espanha protestaram.
Assim, se não forem tomadas medidas drásticas, até ao mês de fevereiro, o vírus irá atingir 1,5 milhões de pessoas, o que pressupõe cerca de um milhão de casosletais. As previsões se assentam no fato de o vírus não poder ser sujeito a mutações. Quanto à Europa, nos próximos seis meses, o número de vítimas poderá subir no continente, atingindo a cerca de 40 mil pessoas. No entanto, aqui tem de ser levado em conta um elevado nível de serviços médicos.
De qualquer modo, a história desconhece surtos da doença dessa envergadura. Há quem argumente que o ebola, não sendo muito suscetível a mutações, permitirá aos especialistas elaborar vacinas e remédios sem ter grandes receios por essa causa, considera o  especialista em virologia Alexander Butenko:
“A vacina já está quase pronta, esta passando por testes necessários. Mas a vacina não é um remédio, segundo opinam alguns especialistas. É, antes, um meio de profilaxia e prevenção. Para conseguir uma boa proteção será necessário algum tempo, por exemplo, um mês. Como se sabe, o plasma do sangue de sobreviventes contem anticorpos e pode ser eficaz nos primeiros dias de enfermidade”.
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Funcionário de departamento de saúde da Libéria  descontamina corpo com desinfetante, de um homem que teria morrido por ebola em Monrovia. A imagem é de 4 de setembro (Foto: Abbas Dulleh/AP)
Seja como for, a vacina ainda não foi inventada. Por isso, na sua ausência, os cientistas e médicos recomendam limitar os contatos com os países abrangidos pela epidemia. Segundo tal lógica de raciocínio, o único meio eficaz contra a propagação do vírus terá sido um isolamento completo, o que entra em contradição com o princípio de globalização.
As guerras virtuais, os processos migratórios, a aceleração dos ritmos de urbanização na falta de infraestruturas necessárias, vêm criando condições propícias para a eclosão de uma série inteira de crises. A questão do ebola, ao fim e ao cabo, se esbarra com a imperfeição sistémica da doutrina de neoliberalismo.
É possível que a Humanidade esteja em condições de lidar com esse mal. Mas a seguir ao ebola poderá bater à porta um novo desafio e novas desgraças até que aprendamos a alterar a nossa atitude para com os princípios fundamentais da ordem mundial.

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