Serie De Ficção Cientifica Brasileira: A nossa vida é repleta de magia quando entendemos, e unimos a nossa sincronicidade com o todo. “A Harpa Sagrada” inicia-se numa serie de revelações onde o homem tem sua essência cravada no sagrado, e o olhar no cosmos aspirando sua perfeição.

quinta-feira, 23 de março de 2017

Missão privada com duas pessoas para a Lua em 2018

 (Foto: SpaceX/ Flickr)
OCEO da companhia Space X, Elon Musk, anunciou que planeja enviar uma missão particular para a Lua, em 2018. A viagem que levará duas pessoas ao espaço será a estreia do foguete Falcon Heavy, que ainda não foi testado, mas é uma das apostas tecnológicas da empresa.
Em uma conferência por telefone com jornalistas, Musk explicou que a ideia é fazer um voo de uma semana em volta da Lua, sem pousar em sua superfície. O presidente informou ainda que a espaçonave voará entre 482 mil e 643 mil km no espaço, uma distância maior do que qualquer uma já feita -- a missão Apollo 11, que levou o homem à Lua, em 1969, alcançou 400 mil km.
Musk não quis informar quem são os dois astronautas, nem a quantia que eles pagaram pela viagem. Informou apenas que as pessoas “não são astros de Hollywood” e que o custo é comparável ao valor que a NASA paga para a agência espacial russa, Roscosmos, para enviar astronautas à Estação Espacial Internacional71 milhões de dólares.
Em um anúncio, a Space X informou que outros grupos também estão interessados em fazer a viagem. Se mais nenhuma agência realizar uma missão do tipo até 2018, esta poderá ser a primeira missão tripulada para a Lua, em 45 anos.
RevistaGalileu.

Não é água em Marte?

Cientistas procuram explicação para as misteriosas linhas escuras que aparecem em Marte nas estações quentes

  • 22 março 2017

MarteDireito de imagemNASA/JPL/UNIVERSIDAD DE ARIZONA
Image captionAs linhas escuras registradas na superfície de Marte podem ser avalanches de areia, dizem especialistas da Nasa

Em setembro de 2015, a Nasa anunciou uma descoberta notável: Marte poderia ter correntes de água salgada que deslizavam pelas encostas do "Planeta Vermelho" durante o verão
Tão logo se cogitou que as linhas escuras registradas pelo rover Curiosity em Marte poderiam representar água em estado líquido surgiram especulações sobre a possibilidade de vida microbiana no planeta.
Agora, entretanto, especialistas afirmam que as misteriosas linhas negras podem ser, na verdade, avalanches de areia provocadas pelo efeito da luz solar na superfície marciana.
De acordo com texto publicado esta semana pela revista New Scientist, cientistas afirmam que a atmosfera de Marte não é suficientemente úmida para considerar que a formação de linhas pudesse decorrer da condensação de água.
"Esses fenômenos acontecem nas horas mais quentes onde há temperatura mais elevada. Por isso, uma parte do cérebro diz que deveria ser gelo derretendo", disse Sylvain Piqueux, do laboratório da Nasa na Califórnia (EUA) em entrevista à New Scientist. Mas ele mesmo admite que trata-se de algo pouco provável em Marte. "O problema é que é muito difícil gelo derreter em Marte. É mais fácil que o gelo se transforme diretamente em vapor d'água", assinala Piqueux.
As linhas escuras foram observadas em vários lugares do Planeta Vermelho quando as temperaturas estavam no entorno de -23ºC.
Na ausência de uma explicação que envolva água, Frédéric Schmidt, da Universidade do Sul de Paris, na França, propôs, em parceria com outros pesquisadores, um modelo alternativo, segundo informou a New Scientist.

MarteDireito de imagemNASA
Image captionTeoria das avalanches afasta esperança de se encontrar água ou mesmo vida microbiana no planeta vizinho, pelo menos por enquanto

Frédéric Schmidt defende que pode-se tratar de um processo ligado a variações climáticas sazonais.
Para Schmidt, as avalanches de areia poderiam ser causadas pelo Sol. Segundo esse modelo, quando os raios solares tocam a areia, o calor esquenta a superfície enquanto a parte inferior permanece fria. Essa diferença de temperatura provocaria mudança de pressão do gás em torno das partículas de areia. Esse gás subiria, fazendo com que haja deslocamento de areia e solo provocando, assim, deslizamento nas encostas marcianas.
Se essa teoria for comprovada, ou seja, se for rejeitada a hipótese de que as linhas escuras são "água líquida", desaparece a possibilidade de se encontrar organismos vivos em Marte.
Pelo menos, por agora. BBC-BRASIL

segunda-feira, 20 de março de 2017

Carl Sagan

12 reflexões que vão te introduzir ao pensamento de Carl Sagan




http://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Espaco/noticia/2015/03/12-reflexoes-que-vao-te-introduzir-ao-pensamento-de-carl-sagan.html

quinta-feira, 2 de março de 2017

Asteroides "gêmeos" reforça teoria do Planeta Nove

Concepção artística do Planeta Nove: mundo teórico seria pelo menos 10 vezes maior que a Terra (Foto: reprodução)
Um dos assuntos espaciais que mais deu o que falar no ano passado foi o Planeta Nove. Você já deve ter ouvido falar nele: muitos astrônomos estão certos de que um mungo gigantesco, dez vezes mais massivo e quatro vezes maior que a Terra, exista nos confins do Sistema Solar. Mais especificamente, em algum lugar entre 200 e 1.200 vezes a distância da Terra até o Sol (essa distância é chamada de unidade astronômica). Ou seja, ele fica pelo menos sete vezes mais longe que Plutão.
Acontece que até agora ninguém foi capaz de localizar o planeta misterioso, porque ele reflete pouca luz solar. Sua existência só foi inferida graças ao estudo de asteroides cujas órbitas são quase tão longínquas quanto a do Planeta Nove: os chamados objetos transneptunianos extremos (ETNOs, na sigla em inglês). Eles apresentam perturbações orbitais que só podem ser explicadas pela influência gravitacional de um corpo com as dimensões desse mundo gigante.
Astrônomos do Institudo de Astrofísica das Ilhas Canárias (IAC) estudaram dois desses ETNOs, o 2004 VN112 e o 2013 RF98, e chegaram a conclusões interessantes, apresentadas em um artigo  no Monthly Notices of the Royal Astronomical Society. que reforçam ainda mais a tese de que o Planeta Nove realmente está lá. Análises determinaram a composição dos dois corpos e revelaram uma notável semelhança entre ambos.
São tão parecidos que os pesquisadores acham que eles formavam um sistema binário, ou seja, orbitavam um pertinho do outro e tiveram uma origem comum. Mas, em algum momento entre 5 milhões e 10 milhões de anos atrás, o Planeta Nove passou perto dos dois e deu um chega pra lá no par, lançando um para cada canto do espaço.

"Estamos propondo a possibilidade de que anteriormente eles eram um asteroide binário que se desconectaram durante um encontro com um objeto mais massivo", disse em comunicadoa líder da pesquisa, Julia de León. Depois de tanta pista nos dizendo que o P9 existe mesmo, só falta agora algum astrônomo Sherlock Holmes localizá-lo. O consenso na comunidade científica é que ele não conseguirá se esconder por muito mais tempo.

Revista galileu.

quarta-feira, 1 de março de 2017

A Harpa Sagrada

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Cristais do tempo: como os cientistas criaram um novo estado da matéria


Algumas das previsões mais importantes da física teórica, como as ondas gravitacionais de Einstein e o bóson de Higgs, levaram décadas para serem comprovadas em laboratório. Mas, de vez em quando, uma previsão pode se tornar um fato em um tempo incrivelmente pequeno. É o que aconteceu com os “cristais do tempo”, uma nova e estranha forma de matéria que foi teorizada, refutada e finalmente desenvolvida em apenas cinco anos, desde que foi primeiramente prevista em 2012.
Cristais, como o diamante e o quartzo, são compostos por átomos dispostos em um padrão de repetição no espaço. Nestes novos cristais, os átomos também seguem um padrão de repetição, mas no tempo. Por conta desta estranha propriedade, algum dia, cristais do tempo podem encontrar aplicações revolucionárias na tecnologia, assim como a computação quântica.
A história dos cristais do tempo começou em 2012, com o ganhador do prêmio Nobel Frank Wilczek, do MIT. Como físico teórico e matemático, Wilczek desenvolveu um importante passo ao transferir uma propriedade chave dos cristais convencionais — chamada quebra de simetria — para criar a ideia dos cristais do tempo.
Frank Wilczek procurou saber se, da mesma forma que um cristal quebrava a simetria no espaço, seria possível criar um cristal que quebrasse o equivalente da simetria no tempo
Para entender o que é essa tal de quebra de simetria, pense na água em estado líquido. Em uma gota, as moléculas são livres para se mover e podem estar em qualquer lugar. O líquido sempre se parece o mesmo em qualquer direção, o que significa que ele tem um alto grau de simetria. Se a água congela até virar gelo, as moléculas são forçadas (pelas forças de atração) a se rearranjarem em cristais, nos quais as moléculas dispostas em intervalos regulares. Essa regularidade significa que os cristais não são tão simétricos quanto os líquidos, por isso dizemos que a simetria do líquido foi quebrada quando virou gelo. 
A quebra de simetria é um dos conceitos mais complexos da física. Ela está por trás da formação dos cristais, mas também aparece em vários outros processos fundamentais. Por exemplo, o famoso mecanismo de Higgs — que explica como partículas subatômicas adquirem massa — é um processo de quebra de simetria.
Lá em 2012, Wilczek  surgiu com uma ideia tentadora. Ele procurou saber se, da mesma forma que um cristal quebrava a simetria no espaço, seria possível criar um cristal que quebrasse o equivalente da simetria no tempo. Foi a primeira vez que a ideia de um cristal do tempo foi criada teorizada.
Um objeto como este teria uma regularidade de tempo intrínseca, equivalente ao padrão regular de espaço dos cristais. Para um cristal do tempo, o padrão seria uma mudança constante para frente e para trás em uma de suas propriedades físicas, tipo uma batida de coração que se repete para sempre, um pouco como uma máquina de movimento perpétuo.
Máquinas de movimento perpétuo — que são máquinas que podem funcionar indefinidamente sem uma fonte de energia — não são possíveis, segundo as leias da física. Wilczek reconheceu essa parte estranha da teoria dos cristais do tempo e, em 2015, um outro grupo de físicos teóricos mostrou que um cristal de movimento perpétuo, na verdade, poderia ser possível, sim.
Mas esse não é o fim da história. Em 2016, uma nova pesquisa mostrou que cristais do tempo poderiam existir na teoria, mas apenas se houvesse uma força motriz externa. A ideia era que a regularidade do tempo estaria de alguma forma dormente, escondida de nossas vistas, e que acrescentar um pouco de energia iria trazê-la à vida. Isso resolveu o paradoxo do movimento perpétuo, e trouxe nova esperança para a existência dos cristais do tempo.
Então, no verão de 2016, as condições para criar e observar os cristais do tempo foram apresentadas em um artigo, no repositório online arXiv, depois publicado no periódico Physical Review Letters. Os pesquisadores estudaram como uma propriedade especial das partículas, conhecida como spin quântico, poderia ser repetidamente invertida por uma força externa em intervalos regulares. Eles previram que se fizessem isso com um conjunto de partículas produziriam suas próprias oscilações nos spins, criando um cristal do tempo conduzido.
Em questão de meses, dois grupos diferentes aceitaram o desafio de criar cristais do tempo no laboratório. Uma das equipes disparou pulsos de laser em um trem de átomos de itérbio, produzindo oscilações nas propriedades dos átomos em intervalos diferentes dos pulsos. Isso significa que o s átomos de itérbio estavam se comportando como cristais do tempo.
O outro time focou em um sistema completamente diferente, que consistia na impureza de cristais de diamantes. Eles usaram microondas para perturbar as impurezas em intervalos bem definidos, e assim observaram o mesmo tipo de oscilação de cristais do tempo que o primeiro time. Por fim, as ideias de Wilczek se provaram verdadeiras.
Cristais do futuro
A previsão, realização e descoberta dos cristais do tempo abrem um novo caminho na mecânica quântica, com questões sobre as propriedades deste novo estado da matéria e se os cristais do tempo podem ocorrer na natureza.
As propriedades de quebra de simetria de cristais comuns levaram à criação de metamateriais fonônicos e fotônicos, materiais deliberadamente projetados que controlam seletivamente vibrações acústicas e luzes que podem ser usadas para aumentar o desempenho de próteses, ou para aumentar a eficiência dos lasers e fibras óticas. Assim, as propriedades de quebra de simetria dos cristais do tempo provavelmente vão encontrar novas aplicações, como em cronometamateriais para computação quântica, que usa as propriedades inerentes dos átomos para armazenar e processar dados.
A história dos cristais do tempo começou com uma bela ideia de um físico teórico, e agora escreveu seu primeiro capítulo com uma evidência conclusiva em apenas cinco anos. Longe de estar chegando a um fim, parece que a física está mais vida do que nunca.
*Rodrigo Ledesma-Aguilar é professor sênior de física, na Universidade Northumbria. Este artigo foi originalmente publicado em inglês pelo The Conversation.

domingo, 29 de janeiro de 2017

Estrela anã pode conter elementos chave para vida

Físicos encontram evidência de que o Universo já foi um holograma

“Eu não diria que você vive em um holograma, mas pode ter saído de um”, afirmou o coautor do estudo
 (Foto: Reprodução/ Prometheus )


Já imaginou a possibilidade do nosso Universo não passar de uma ilusão? Um reflexo formado por um gigantesco holograma? Os cientistas já. E, pela primeira vez, eles conseguiram evidências quentes que comprovam a ideia. Parece absurdo, mas calma, faz sentido — acomode-se na cadeira e acompanhe…
Pesquisadores da Universidade de Southampton, no Reino Unido, Universidade de Waterloo e Instituto Perimeter, no Canadá, Lecce e Universidade de Salento, na Itália, publicaram um estudo no periódico Physical Review Letters sobre o assunto.
Trata-se de uma das mais de dez mil pesquisas sérias relacionadas ao conceito do Universo Holográfico, criado pelo físico Leonard Susskind, nos anos 1990. Logo, não é loucura, nem argumento de um novo filme do Christopher Nolan. 
O que aconteceu foi que todos estes físicos teóricos e astrofísicos descobriram que uma das explicações para a formação do Universo cabe direitinho em um modelo de duas dimensões (2D) do Universo. O problema é que até onde se sabe o cosmos é formado por três dimensões (altura, profundidade e largura) mais o tempo. 
Então, como raios a humanidade, ou melhor, o Universo inteiro poderia funcionar com uma dimensão a menos (sendo que é só olhar para a frente para ver que tudo ao nosso redor é em 3D)?
“Imagine que tudo o que você vê, sente e ouve em três dimensões (mais a sua percepção de tempo), na verdade, emana de um campo plano de duas dimensões”, propõe um dos pesquisadores da equipe Kostas Skenderis, da Universidade de Southampton. “A ideia é similar a dos hologramas comuns, nos quais uma imagem em 3D está decodificada em uma superfície em 2D, como o holograma de um cartão de crédito. A diferença é que agora é o Universo inteiro que está decodificado.”
 (Foto: Reprodução)
Só para deixar claro: ninguém está dizendo que nós estamos vivendo agora em um holograma, ou em uma representação do mundo. Desculpe, Platão, a alegoria da caverna não se aplica aqui. O que os pesquisadores propõem é que isso pode ter acontecido no surgimento do Universo, lááá próximo do Big Bang, há quase 14 bilhões de anos. 
Como assim?
Se você acompanha a GALILEU sabe que os físicos simplesmente não conseguem conciliar o modelo da mecânica quântica (que regula o universo das coisas menores do que um átomo) com o modelo da relatividade geral (aquela mesma proposta por Einstein, que regula os corpos gigantescos como estrelas e planetas).
Esse problema fica especialmente mais grave quando os físicos tentam descrever o surgimento do Universo, quando, segundo a teoria do Big Bang, toda a massa e energia existentes estavam contidas em um único ponto menor do que uma ervilha.
Assim, existem duas físicas completamente diferentes que não conversam entre si, já que a mesma gravidade que explica tão bem o comportamento dos planetas, por exemplo, simplesmente não vale para explicar o comportamento de partículas subatômicas. Mas existe um sopro de esperança. Uma das teorias que tenta fazer as duas físicas conversarem é conhecida como gravidade quântica.
Para o físico italiano Carlo Rovelli, apesar de ainda ser só uma teoria sem comprovação em laboratório (como muita coisa na física teórica), essa ideia é a que melhor explica a realidade que nos cerca. Isso porque, resumindo muito, para a gravidade quântica não existe um espaço-tempo. É isso mesmo que você leu: não existe o espaço, e não existe o tempo. Nem é preciso dizer que a ideia é polêmica. Mas cada vez mais se sustenta.
Segundo esta concepção de mundo, tudo seria formado por campos quânticos — compostos pelas partículas que conhecemos, como a luz, por exemplo. “Os campos que vivem sobre si mesmos, sem necessidade de um espaço-tempo que lhes sirva de substrato, de suporte, capazes de gerar eles mesmos o espaço-tempo, são chamados de ‘campos quânticos covariantes’”, explica Rovelli no livro A realidade não é o que parece (Objetiva). Ou seja, os campos não precisariam de um espaço-tempo para se acomodar porque eles próprios são o espaço-tempo.
Essa ideia é capaz de fazer com que os físicos teóricos respirem mais aliviados, porque além de tempo e espaço, a teoria também elimina o universo infinitamente pequeno menores do as partículas subatômicas, onde a mecânica quântica atuaria. “A tensão entre a relatividade geral e a mecânica quântica, portanto, não é tão grande quanto parecia no início”, escreveu Rovelli.
“As relações espaciais que tecem o espaço curvo de Einstein são as mesmas interações que tecem as relações entre os sistemas elementares da mecânica quântica. Elas se tornam compatíveis e aliadas, duas faces da mesma moeda, assim que se percebe que espaço e tempo são aspectos de um campo quântico e que os campos quânticos podem viver mesmo sem ter os ‘pés fincados’ em um espaço externo.”
Parece estranho, mas lembra quando você assistiu a Interestelar e descobriu que o tempo não é o mesmo em todo o Universo? Que graças à relatividade de Einstein a filha de Matthew McCconaughey poderia envelhecer muito mais do que o próprio pai? Pois é, o cosmos é um lugar fascinante e nada óbvio…
 (Foto: Reprodução)

Voltando ao que importa...
O interessante da gravidade quântica é que ela prevê que se você eliminar uma dimensão, você também pode eliminar a gravidade, tornando os cálculos muito mais fáceis. Com esta ideia em mente, os pesquisadores desenvolveram um modelo com duas dimensões (mais o tempo) para explicar como o princípio do holograma poderia explicar os acontecimentos do Big Bang e suas consequências.
Os cientistas inseriram informações do nosso Universo, incluindo observações da radiação cósmica de fundo em micro-ondas — um tipo de radiação emitida alguns milhares de anos após o Big Bang. E para a surpresa de todos, com alguns ajustes, o modelo e os dados deram um match.

“Os pesquisadores dizem ques estão bem longe de provar que o nosso Universo era um holograma no começo, mas o fato de as evidências observacionais do mundo real explicarem partes faltantes das leis da física em duas dimensões significa que não devemos descartar a ideia”, afirma o Science Alert.

De qualquer forma, pode ficar tranquilo: você não é um desenho animado vivendo em um mundo sem profundidade. O principal autor do estudo Niayesh Afshordi, da Universidade de Waterloo, é categórico: “Eu não diria que você vive em um holograma, mas pode ter saído de um”, afirmou ao site Gizmodo. Segundo ele, hoje, o Universo definitivamente tem três dimensões.




 (Foto: NASA/ NOAA)
Osatélite meteorológico GOES-16, também conhecido como GOES-R, mostrou que não brinca em serviço. Em sua primeira imagem enviada, o aparelho administrado pela NASA e a NOAA (National Oceanic and Atmospheric Administration) revelou pontos de vista maravilhosos da Terra — e bem importantes também.
Como o nome sugere, o satélite, que foi lançado dia 19 de novembro de 2016, é o 16º da série GOES (Satélite Ambiental Operacional Geoestacionário, na sigla em inglês). Desde 1975, satélites do tipo são usados para previsão do tempo e outras atividades relacionadas. 
Diferente, de seus antecessores o GOES-16 consegue observar a formação de tempestades em questão de minutos. "As imagens incrivelmente nítidas são tudo o que esperávamos com base em nossos testes antes do lançamento", afirmou o administrador assistente do NOAA Stephen Volz.
O aparelho está posicionado a 35 mil km da Terra e está em órbita geoestacionária, ou seja, sua órbita é circular e está exatamente sobre o equador da Terra.
Mais três ferramentas do tipo ainda devem ser lançadas. A próxima será GOES-S, ou GOES 17, que deve alcançar os céus no outono de 2018. Se trouxerem imagens tão deslumbrantes quanto estas, os cientistas (e nós) agradecemos. 
 (Foto: NASA/ NOAA)
 (Foto: NASA/ NOAA)
 (Foto: NASA/ NOAA)
 (Foto: NASA/ NOAA)
 (Foto: NASA/ NOAA)
 (Foto: NASA/ NOAA)

Onde nasce a consciência?

 (Foto: André Ducci)
A
s funções do cérebro humano reservam mistérios ainda indecifrados pelos cientistas. Mas pesquisadores da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, deram um passo importante para desvendar a localização física da consciência — peça fundamental para solucionar o quebra-cabeça da atividade cerebral. Divulgado no ano passado, o estudo da instituição norte-americana apresenta uma conexão entre a região do tronco encefálico envolvida na excitação e regiões cerebrais ligadas à percepção.
De acordo com os cientistas, a correlação entre essas duas áreas explica o desenvolvimento da consciência. Região do cérebro que se conecta à medula espinhal, o tronco encefálico já era conhecido pelos neurologistas por suas funções associadas à excitação — a área regula os comandos de dormir e acordar, além de ajustar o batimento cardíaco e a respiração. Os pesquisadores, no entanto, patinavam na busca pela localização do supervisor da percepção, embora imaginassem que ficasse na região do córtex, camada externa do cérebro que é rica em neurônios.
E essa descoberta traz uma boa notícia: os cientistas afirmam que será possível aprofundar as pesquisas para recuperar pacientes que apresentam quadro de coma profundo. “Nossos resultados dão uma visão das regiões cerebrais e dos circuitos envolvidos em distúrbios da consciência”, diz o médico Michael Fox, que liderou as pesquisas. “Isso proporciona um alvo potencial para terapias, tais como a da estimulação cerebral.”
Revista Galileu.

Fonte eterna de energia

Representação do stellarator em ação (Foto: Science Magazine)


Máquina de fusão nuclear alemã inspirada no funcionamento do sol passou por testes que confirmam seu funcionamento e pode resolver o problema de abastecimento energético na Terra

o final da década de 30, Hans Bethe, físico alemão residente nos Estados Unidos, recebeu uma tarefa um tanto complexa: calcular a idade exata do Sol. Naquela época, acreditava-se que a estrela central do nosso sistema acumulava pouco mais de algumas dezenas de milhões de anos.
Isso colocava em xeque um dos principais conceitos evolucionistas elaborados: o da seleção natural – afinal, o desenvolvimento das espécies teria se desenrolado por muito mais do que algumas dezenas de milhões de anos.
Para a sorte de Charles Darwin, Bethe entrou no jogo, colocou seus cálculos em ação e descobriu coisas além das 4,5 bilhões de primaveras que o Sol já havia comemorado. O físico derrubou a antiga teoria de que  o astro possuía um montante finito de energia. Não se tratava de um processo químico, mas sim nuclear, e praticamente ilimitado.
Hans Bethe observou que, nas condições solares, o hidrogênio, rico naquele ambiente, se comportava de maneira interessante: em vez de seus núcleos se distanciarem, como de costume, eles se aproximavam até se fundirem, criando hélio. Com o peso do hélio sendo inferior ao do hidrogênio, a diferença só poderia ter se convertido em energia.
Desde então, muitos cientistas trabalham arduamente para criar um sol na Terra.
Sucesso do donut alemão
As últimas notícias sobre o assunto são bastante animadoras. No final de 2016, a renomada revista Nature apresentou resultados positivos dos testes realizados no Wendelstein 7-X, um reator de fusão nuclear do tipo “stellerator” (inspirado na produção energética das estrelas) localizado na Alemanha.
A boa nova é que a máquina, com formato similar ao de uma rosquinha com mais de 15 metros de diâmetro e ao custo de um bilhão de libras, conseguiu isolar o plasma, substância resultante da fusão nuclear dos átomos de hidrogênio.
Isso só foi possível graças a geração de um campo magnético robusto e constante, capaz de impedir que esse material super quente entrasse em contato com as estruturas da máquina. Caso contrário, a temperatura altíssima do plasma derreteria o reator. Para se ter uma ideia, os átomos são aquecidos a cerca de tranquilíssimos 100 milhões de graus celsius.
Fusão e fissão: Ruth e Raquel da energia nuclear
Apesar de ser extremamente difícil de ser gerada, a fusão nuclear pode significar uma verdadeira revolução no setor energético mundial. Isso porque, além de gerar um volume enorme de energia, trata-se de um processo em que a água salgada é utilizada como “combustível” e o único resíduo criado é o hélio, um gás inerte.
Já a fissão nuclear é aquela presente nas famosas – e temidas – usinas nucleares. Nesse processo, o núcleo de um elemento radioativo é bombardeado, gerando não só energia, mas também os conhecidos “lixos radioativos”, extremamente perigosos e com um tempo lentíssimo de decomposição.
Entretanto, por mais que o Wendelstein 7-X tenha se comportado bem até o momento, os cientistas afirmam: ainda vamos levar um bom tempo para termos o nosso próprio sol, raiando energia por toda a Terra. Por ora, a ideia do W-7X, como é carinhosamente chamado o reator alemão, é “apenas” conseguir controlar o plasma e simular reações energéticas.
Trata-se de um importante legado construído para nossos filhos e netos, que provavelmente serão os responsáveis pela produção em escala e implantação de uma rede de distribuição desse tipo de energia para a população do futuro.

Astrônomos podem ter encontrado a quinta força fundamental da natureza

 (Foto: Hubble/ NASA)
Até onde se sabe, o universo é composto por quatro forças fundamentais: o eletromagnetismo, a força nuclear fraca, a força nuclear forte e a gravidade, que se tornou a atual queridinha dos físicos depois da comprovação da existência das ondas gravitacionais — responsável por mudar toda a física como a conhecemos hoje.



Agora, um grupo de cientistas autônomos analisou novamente os resultados dos húngaros e publicou um estudo no periódico Physical Review Letters, confirmando que, de fato, as evidências da existência da quinta força da natureza fazem sentido.

É verdade que um estudo mais detalhado pode derrubar a teoria, mas os pesquisadores estão bastante animados. “Se confirmarmos a existência desta quinta força, isso muda todo o nosso entendimento do universo, já que unificará as forças existentes e a matéria escura”, afirma o coordenador da pesquisa Jonathan Feng, da Universidade da Califórnia, na divulgação da pesquisa.
Mas o que os húngaros viram naquele primeiro experimento? Ao disparar fótons em lítio-7, os cientistas descobriram, nas cinzas nucleares, um novo tipo de bóson, que era apenas 30 vezes mais pesado do que um elétron, e que não estava previsto no Modelo Padrão da física de partículas — o melhor conjunto de equações que temos para entender o universo.
De acordo com este modelo, cada uma das forças fundamentais tem um bóson correspondente, com excessão da gravidade, que tem um bóson chamado “gráviton” previsto pelo Modelo Padrão, mas que nunca foi verificado.
O estranho deste novo bóson é que ele interage apenas com elétrons e neutrons, e mesmo assim de forma muito limitada, o que faz com que ele seja bem difícil de detectar. “Não existe nenhum outro bóson com estas caracteristicas”, afirmou um dos pesquisadores Timothy Tait. “Por isso, às vezes, o chamamos de ‘bóson X’, sendo que o ‘X’ significa desconhecido.”
É por isso que os cientistas suspeitam que ele seja o responsável por carregar a tal quinta força fundamental. O problema é que precisamos de mais alguns testes para ter mais certeza. Segundo os pesquisadores, a comprovação pode vir em até um ano.
E o que aconteceria caso a descoberta se comprovasse? A quinta força poderia se juntar ao eletromagnetismo e as forças nucleares fraca e forte, formando uma espécie de “Liga da Justiça” da física — podendo interagir de tal forma que nos traria explicações sobre a natureza da matéria escura.
Tudo ainda é muito prematuro, mas a comunidade científica está animada com as possibilidades que isso pode trazer.
Revista Galileu